
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
O Rock do Slow Bleeding

Opções em baixa
Brasília realmente representa bem o Brasil e suas contradições. É a cidade com a melhor qualidade de vida do país, porém cercada de um cinturão de pobreza. Tem o segundo maior festival de cinema nacional, mas oferece pouquíssimas opções para quem quer curtir um cinema alternativo, aquele fora do circuito comercial. Depois que o cinema da Academia de Tênis fechou no ano de 2010, quem mora no Plano Piloto ficou praticamente limitado aos filmes exibidos pelo Centro Cultural Banco do Brasil e pelo Cineclube do Sindicato dos Bancários. Apesar da quase falta de opção, ainda vale a pena buscar novidades cinematográficas nessas salas, já que normalmente a entrada é franca ou tem preços muito acessíveis e o cinéfilo pode fugir das bombas, monstros, tiros e explosões presentes em praticamente todos os filmes em cartaz nos cinemas-shoppings.
Recentemente o CCBB (SCES – Trecho 02) exibiu uma mostra de filmes produzidos na Coreia do Sul, retratando o cotidiano desse país, e ainda outra mostra de composições cinematográficas feitas na antiga república comunista da Thecoslováquia, fazendo com que o telespectador possa conhecer outras culturas.
Já o Cineclube do Sindicato dos Bancários (EQS 314/315) apresentou no último mês de outubro filmes dedicados ao tema dos direitos humanos. Fundado em 2007, o cineclube exibe películas para todos os gostos e predileções, sejam eles de gêneros cinematográficos, antigos ou novos, de arte ou documentários.
O triste mesmo é saber que apesar dos pesares, os moradores da região central de Brasília tem ainda poucas opções, mas têm. Já a imensa maioria da população das diversas cidades-satélites do Distrito Federal tem menos ainda, ou seja, praticamente nada.
domingo, 6 de novembro de 2011
Ritmos a preços acessíveis

Clube do Choro de Brasília traz à capital grandes nomes da música brasileira. Os ingressos também são atrativos.
Choro, samba, música instrumental, MPB e jazz. Esses são apenas alguns exemplos dos ritmos que os brasilienses, frequentadores do Clube do Choro, podem conferir durante as apresentações no local. Projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, o clube traz a Brasília nomes consagrados além de revelações surgidas na Capital. Tais características fazem do espaço uma referência quando o assunto é uma agenda cultural repleta de novidades, atrativos e com preços acessíveis.
Com ingressos que variam entre R$ 20,00 (a inteira) e R$ 10,00 (a meia), o Clube conta com uma sala de concertos que comporta até 400 pessoas e já recebeu músicos e bandas como o Grupo Sai da Frente, Sivuquinha, Ivanildo Sax de Ouro e o Grupo Saiabamba. Todas as apresentações fazem parte do Projeto Clube do Choro do Brasil, que espera totalizar 120 apresentações até o fim de 2011.
Segundo a estudante Natália Sacramento, visitante assídua do lugar, o centro cultural traz uma proposta diferente e é o destino ideal para aqueles que gostam de curtir boa música e encontrar gente bonita sem as luzes e barulhos típicos das boates e casas de show. "Sempre olho a agenda do clube antes de sair de casa. Faço questão de privilegiar. Aqui em Brasília são poucos os lugares que oferecem opções de entretenimento como essa. Destaco o Clube do choro, o Museu Nacional e em algumas ocasiões, a Torre de TV", afirma.
Sobre o Clube do Choro
Fundado em 1977, o Clube do Choro de Brasília é berço de grandes feras da música brasiliense e já foi palco de personalidades como o bandolinista Hamilton de Holanda. Nos anos 90, chegou a fechar as portas por problemas financeiros e falta de público mas, graças a um projeto idealizado pelo então presidente da instituição, Henrique Lima, o Reco do Bandolim, o clube voltou a ativa e intensificou sua programação. Recentemente, se tornou Patrimônio Imaterial do Distrito Federal e ganhou uma nova sede que deve estar completamente pronta até o fim deste ano. O espaço multiuso também recebe alunos da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. O centro cultural está localizado na quadra SDC, Bloco G no Eixo Monumental.
Para conferir a programação do Clube, basta acessar o site http://www.clubedochoro.com.br/.
sábado, 5 de novembro de 2011
As cores e caras da cidade
Sandra CecíliaEm Brasília é comum ver pichações nos ambientes públicos e privados. Em contrapartida há um grande movimento emergente de intervenção urbana, o grafite, que finca raízes nas ruas e trás cores e formas dignas de museus e galerias. Murais que representam a vida dos menos favorecidos, marginalizados ou daqueles que fogem ao padrão imposto pela sociedade moderna e ainda transparecem as dificuldades e sentimentos de uma classe inteira.
Para reverter esse problema e aproveitar o aspecto positivo dessas manifestações, atualmente os artistas do grafite tem a oportunidade de participarem de projetos que visam embelezar as cidades. Com isso, espera-se que as pessoas interessadas nessa atividade possam continuar expressando sua arte, mas sem causar prejuízos ao planejamento urbano.
O Outro Lado