Brasília realmente representa bem o Brasil e suas contradições. É a cidade com a melhor qualidade de vida do país, porém cercada de um cinturão de pobreza. Tem o segundo maior festival de cinema nacional, mas oferece pouquíssimas opções para quem quer curtir um cinema alternativo, aquele fora do circuito comercial. Depois que o cinema da Academia de Tênis fechou no ano de 2010, quem mora no Plano Piloto ficou praticamente limitado aos filmes exibidos pelo Centro Cultural Banco do Brasil e pelo Cineclube do Sindicato dos Bancários. Apesar da quase falta de opção, ainda vale a pena buscar novidades cinematográficas nessas salas, já que normalmente a entrada é franca ou tem preços muito acessíveis e o cinéfilo pode fugir das bombas, monstros, tiros e explosões presentes em praticamente todos os filmes em cartaz nos cinemas-shoppings.
Recentemente o CCBB (SCES – Trecho 02) exibiu uma mostra de filmes produzidos na Coreia do Sul, retratando o cotidiano desse país, e ainda outra mostra de composições cinematográficas feitas na antiga república comunista da Thecoslováquia, fazendo com que o telespectador possa conhecer outras culturas.
Já o Cineclube do Sindicato dos Bancários (EQS 314/315) apresentou no último mês de outubro filmes dedicados ao tema dos direitos humanos. Fundado em 2007, o cineclube exibe películas para todos os gostos e predileções, sejam eles de gêneros cinematográficos, antigos ou novos, de arte ou documentários.
O triste mesmo é saber que apesar dos pesares, os moradores da região central de Brasília tem ainda poucas opções, mas têm. Já a imensa maioria da população das diversas cidades-satélites do Distrito Federal tem menos ainda, ou seja, praticamente nada.
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