Sandra CecíliaEm Brasília é comum ver pichações nos ambientes públicos e privados. Em contrapartida há um grande movimento emergente de intervenção urbana, o grafite, que finca raízes nas ruas e trás cores e formas dignas de museus e galerias. Murais que representam a vida dos menos favorecidos, marginalizados ou daqueles que fogem ao padrão imposto pela sociedade moderna e ainda transparecem as dificuldades e sentimentos de uma classe inteira.
Amanda Silva, estudante de 19 anos, grafiteira há 6, acredita que a atividade é um meio de se expressar. " Tudo que eu sinto em relação a arte e não podia manifestar, demonstro através do grafite". conta ela e acrescenta, " Eu quero continuar nesse caminho, treinando, estudando, e o que vier por ele é consequência. Se daqui a algum tempo eu ainda estiver nessa área e podendo me manter, estarei mais que satisfeita", finaliza.
Ao mesmo tempo que hoje o grafite é considerado arte, as críticas ainda partem de todos os lados. Críticas que não são infundadas, já que as fachadas, monumentos, igrejas e tantos outros locais pichados sem nenhum fundamento, estão por toda parte. Além do fato de desrespeitar a privacidade das pessoas ao fazerem pinturas em muros sem a autorização do proprietário.
Para reverter esse problema e aproveitar o aspecto positivo dessas manifestações, atualmente os artistas do grafite tem a oportunidade de participarem de projetos que visam embelezar as cidades. Com isso, espera-se que as pessoas interessadas nessa atividade possam continuar expressando sua arte, mas sem causar prejuízos ao planejamento urbano.
Para reverter esse problema e aproveitar o aspecto positivo dessas manifestações, atualmente os artistas do grafite tem a oportunidade de participarem de projetos que visam embelezar as cidades. Com isso, espera-se que as pessoas interessadas nessa atividade possam continuar expressando sua arte, mas sem causar prejuízos ao planejamento urbano.
"Participei uma vez de uma exposição do governo, mas foi muito desorganizada, o material que eles cederam não era de boa qualidade o que comprometeu a qualidade do trabalho", relata a estudante. " Parece que, para alguns, o que fazemos não é arte, ainda há preconceito", conclui. Há uma relação bem sensível entre os pichadores e os grafiteiros. Amanda explica essa relação de forma criteriosa, " Os grafiteiros mais antigos, em sua maioria, eram pichadores, e utilizavam isso como uma forma de protesto, então aqueles que eram mais politizados perceberam que se aprimorassem a arte seria mais bem vista pela sociedade."
O Outro Lado
O Outro Lado
Dona Maria da Conceição Esteves, 46 anos, é moradora da Asa Norte e sofreu muito tempo com a ação dos pichadores. " Eu pintava o muro, não dava dois dias e já estava todo sujo. Um dia apareceram dois rapazes e pediram para grafitar, eu nem sabia o que era aquilo, mas eles me mostraram umas fotos dos murais que haviam feito e eu achei lindo e autorizei". Segundo ela depois que começou a ser grafitado nunca mais picharam.
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